II CRÔNICAS

Segundo livro das Crônicas, que é a continuação do Primeiro livro das Crônicas, começa com a narração dos acontecimentos do reinado de Salomão em Israel e Judá. Depois da morte do rei Salomão, a nação se dividiu em dois reinos, o do Norte e o do Sul. Daí em diante, conta-se a história de Judá, o reino do Sul, até a queda de Jerusalém no ano 586 antes de Cristo, quando os judeus foram levados como prisioneiros para a Babilônia. O livro termina falando do decreto de Ciro, rei da Pérsia, que deixou que os judeus voltassem para Jerusalém e reconstruíssem o Templo.

O PROFETA JEÚ E O REI JOSAFÁ

Josafá, rei de Judá, voltou são e salvo para o seu palácio, em Jerusalém. O profeta Jeú, filho de Hanani, foi encontrar-se com o rei e disse:
- Por que é que o senhor ajuda os maus e é amigo dos inimigos de Deus? Por causa disso, o Senhor Deus vai castigá-lo. Mas é verdade que o senhor fez coisas boas: acabou com os postes-ídolos do país e procurou com todo o coração conhecer a vontade de Deus. (IICRÔNICAS 19 v. 1-3)

JOSAFÁ ESCOLHE JUÍZES

Josafá continuou morando em Jerusalém, mas tinha o costume de visitar o povo no país inteiro, desde Berseba, no Sul, até a região montanhosa de Efraim, no Norte. Ele fez com que o povo se voltasse para o Senhor, o Deus dos antepassados deles. Colocou juízes em todas as cidades de Judá protegidas por muralhas e lhes deu a seguinte ordem:
- Tenham cuidado quando decidirem algum caso, pois o que vocês fazem é em nome de Deus, o Senhor, e não em nome de criaturas humanas. E, quando julgarem as questões, Deus estará com vocês. Portanto, respeitem a Deus e tenham cuidado com o que vão fazer, pois o Senhor, nosso Deus, não tolera os que cometem injustiça, nem os que usam dois pesos e duas medidas nos julgamentos, nem os que aceitam dinheiro para torcer a justiça.
Em Jerusalém Josafá colocou alguns levitas, sacerdotes e chefes de famílias para julgarem os assuntos religiosos e as causas dos moradores da cidade. Ele lhes deu a seguinte ordem:
- Cumpram com honestidade todos os seus deveres para com Deus, o Senhor, respeitando-o e obedecendo-lhe com todo o coração. Quando os seus patrícios das cidades de Judá apresentarem a vocês causas de morte ou qualquer caso de desobediência às leis, estatutos e regulamentos, avisem a eles que não cometam pecados contra o Senhor, a fim de que ele não castigue vocês e os seus patrícios. Se derem esse aviso, vocês não serão culpados. O Grande Sacerdote Amariá terá a última palavra nas questões religiosas, e o governador de Judá, Zebadias, filho de Ismael, terá a última palavra em casos não-religiosos. Os levitas ajudarão nos serviços do tribunal. Coragem, pois, e mãos à obra! E que o Senhor Deus esteja com os que fazem o que é direito! (IICRÔNICAS 19 v. 4-11)

GUERRA CONTRA EDOM

Algum tempo depois, os exércitos dos moabitas e dos amonitas, junto com os meunitas, invadiram o país de Judá. Alguns homens vieram e disseram a Josafá:
- Um exército enorme do país de Edom veio do outro lado do mar Morto para atacar o senhor. Eles já conquistaram a cidade de Hazazão-Tamar. (Hazazão-Tamar e Fonte de Gedi são o mesmo lugar.)
Josafá ficou com medo e orou a Deus, o Senhor, pedindo socorro. Depois deu ordem para que todo o povo de Judá jejuasse. Todos se reuniram para pedir socorro ao Senhor; de todas as cidades do país o povo veio a Jerusalém.
A gente de Judá e de Jerusalém se reuniu no pátio novo do Templo, e Josafá se pôs de pé no meio deles e orou assim:
- Ó Senhor, Deus dos nossos antepassados! Tu és o Deus do céu e governas todas as nações do mundo. Tu és forte e poderoso, e ninguém pode resistir ao Teu poder. Tu és o nosso Deus; expulsaste os moradores desta terra de diante do Teu povo de Israel e deste a terra deles para sempre a nós, os descendentes de Abraão, Teu amigo. O Teu povo tem morado nesta terra, e aqui construímos um Templo em Tua honra. Nós dissemos assim: “Se alguma desgraça cair sobre nós como castigo, seja guerra, ou doenças, ou falta de alimentos, então nos ajuntaremos em frente deste Templo, onde Tu moras, e no nosso sofrimento clamaremos a Ti pedindo socorro, e Tu atenderás o nosso pedido.”
- Agora os amonitas e os moabitas, junto com os edomitas, invadiram o nosso país. Quando os nossos antepassados estavam vindo do Egito, Tu não os deixaste invadir as terras daqueles povos. Por isso, os nossos antepassados se desviaram delas e não destruíram aqueles povos.  Mas agora eles nos pagam assim: estão nos atacando para nos expulsar da terra que nos deste para sempre. Ó nosso Deus, castiga essa gente, pois não somos bastante fortes para resistir a esse enorme exército que está avançando contra nós. Não sabemos o que fazer e olhamos para Ti, pedindo socorro!
Todos os homens de Judá estavam ali de pé em frente do Templo, junto com as suas mulheres e os seus filhos e até as crianças de colo.  De repente, o Espírito de Deus desceu sobre um levita que estava ali no meio do povo. Chamava-se Jaaziel e era descendente de Asafe. Jaaziel era filho de Zacarias, neto de Benaías, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias. Jaaziel disse:
- Povo de Judá, moradores de Jerusalém e rei Josafá, prestem atenção! Escutem isto que o Senhor Deus diz: “Não se assustem, não fiquem com medo deste enorme exército, pois a batalha não é contra vocês, mas contra Mim. Amanhã vocês os atacarão quando eles vierem pela subida de Zis. Vocês se encontrarão com eles no fim do vale que dá para o deserto de Jeruel. Quando os encontrarem, vocês não precisarão lutar. Fiquem parados ali e verão como o Senhor Deus salvará vocês. Povo de Judá e moradores de Jerusalém, não se assustem, nem fiquem com medo; marchem contra os inimigos amanhã, pois Eu, o Senhor, estarei com vocês.”  Então o rei Josafá se ajoelhou e encostou o rosto no chão; e todo o povo de Judá e os moradores de Jerusalém também se ajoelharam na presença de Deus, o Senhor, e o adoraram.  Aí os levitas que eram descendentes de Coate e de Corá começaram a louvar o Senhor, o Deus de Israel, em voz bem alta.
Na manhã seguinte, todos se levantaram cedo e foram para o deserto de Tecoa. Ao saírem, Josafá ficou de pé e disse:
- Povo de Judá e moradores de Jerusalém, escutem! Confiem no Senhor, seu Deus, e estarão seguros; confiem nos profetas Dele, e tudo o que vocês fizerem dará certo.
Depois de consultar o povo, Josafá ordenou que alguns cantores vestissem roupas sagradas e marchassem à frente do exército, louvando a Deus e cantando assim:
“Louvem a Deus, o Senhor,
porque o Seu amor dura para sempre.”
Logo que começaram a cantar, o Senhor Deus causou confusão entre os moabitas, os amonitas e os edomitas, e eles foram derrotados. Os amonitas e os moabitas atacaram os edomitas e os destruíram completamente; depois os amonitas lutaram contra os moabitas, e os dois lados também acabaram se destruindo. Quando o exército de Judá chegou a um lugar alto no deserto, eles viram o chão coberto de mortos; ninguém tinha escapado com vida.
Aí Josafá e os seus soldados avançaram e começaram a pegar tudo o que havia no acampamento inimigo. Encontraram muitos animais de carga, armas, roupas e objetos de valor. Levaram três dias pegando as coisas, mas havia tanto, que não puderam levar tudo. No quarto dia, todos se reuniram no vale de Beraca e louvaram o Senhor. É por isso que aquele lugar se chama vale de Beraca até hoje.
Depois os soldados de Judá e de Jerusalém, com Josafá à frente, voltaram alegres para Jerusalém. Estavam contentes porque o Senhor Deus lhes tinha dado a vitória na luta contra os seus inimigos. Quando chegaram a Jerusalém, foram até o Templo, ao som de música de harpas, liras e trombetas. Quando os outros povos souberam que o Senhor havia derrotado os inimigos de Israel, ficaram todos com medo. Assim o reinado de Josafá continuou tranqüilo, pois Deus lhe deu paz com todas as nações vizinhas. (IICRÔNICAS 20 v. 1-30)

O FIM DO REINADO DE JOSAFÁ

Josafá tinha trinta e cinco anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou em Jerusalém vinte e cinco anos. A sua mãe se chamava Azuba e era filha de Sili. Como Asa, o seu pai, havia feito antes dele, Josafá fez o que o Senhor Deus considera certo. Mas os lugares pagãos de adoração não foram destruídos, pois o povo ainda não tinha resolvido adorar somente o Deus dos seus antepassados.
Todas as outras coisas que Josafá fez, desde o começo até o fim do seu reinado, estão escritas na História de Jeú, filho de Hanani, que faz parte da História dos Reis de Israel.
Mais tarde, o rei Josafá se tornou aliado de Acazias, rei de Israel, que vivia uma vida cheia de maldade. Eles fizeram um acordo para construírem navios que fossem até a Espanha; os navios foram construídos em Eziom-Geber. Mas Eliézer, filho de Dodavá, profetizou contra Josafá o seguinte:
- O Senhor Deus vai destruir o que o senhor construiu porque o senhor se tornou aliado de Acazias. Os navios se quebraram e não puderam ir até a Espanha.
Josafá morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi, e o seu filho Jeorão ficou no lugar dele como rei. (II CRÔNICAS 20 v. 31-37 / 21 v. 1)

O REINADO DE ACAZ DE JUDÁ

Acaz tinha vinte anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou dezesseis anos em Jerusalém. Acaz não seguiu o bom exemplo do seu antepassado, o rei Davi; pelo contrário, fez aquilo que não agrada ao Senhor, seu Deus, e seguiu o exemplo dos reis de Israel. Fez imagens de metal do deus Baal e queimou incenso no vale de Ben-Hinom. Chegou até a oferecer os seus próprios filhos, queimando-os como oferta aos ídolos, de acordo com o nojento costume dos povos que o Senhor Deus havia expulsado da terra conforme os israelitas avançavam. Acaz também ofereceu sacrifícios e queimou incenso nos lugares pagãos de adoração, nos morros e debaixo de todas as árvores que dão sombra.
Por isso, o Senhor, o Deus de Acaz, deixou que o rei sírio o vencesse. Os sírios derrotaram o exército de Acaz e levaram muitos judeus como prisioneiros para Damasco. E Deus também deixou que Acaz sofresse uma grande derrota na guerra contra o rei de Israel. Em um só dia, o rei de Israel, Peca, filho de Remalias, matou cento e vinte mil soldados valentes do exército de Acaz. Deus fez isso porque o povo de Judá havia abandonado o Senhor, o Deus dos seus antepassados. Zicri, um valente soldado de Israel, matou Maaséias, filho do rei Acaz; matou também Azricã, o chefe do palácio, e Elcana, o primeiro ministro do rei. Da terra de Judá os israelitas levaram como prisioneiros muitos dos seus patrícios, isto é, duzentas mil mulheres e crianças. Pegaram também muitos objetos de valor e os levaram consigo para a cidade de Samaria. (IICRÔNICAS 28 v. 1-8)

O PROFETA ODEDE

Odede, um profeta do Senhor Deus, estava em Samaria e foi encontrar-se com o exército israelita, que estava voltando para lá. Odede disse a eles:
- O Senhor, o Deus dos seus antepassados, ficou irado com o povo de Judá e deixou que vocês o derrotassem. Mas vocês mataram aquela gente com tanta raiva, que Deus ficou sabendo disso.
Agora vocês estão querendo fazer com que os homens e as mulheres de Judá e de Jerusalém se tornem seus escravos. Será que vocês não sabem que vocês pecaram contra o Senhor, seu Deus? Portanto, ouçam o que eu estou dizendo. Levem de volta os seus patrícios, esses prisioneiros que vocês trouxeram, pois Deus está muito irado com vocês.
Então quatro das altas autoridades de Israel, isto é, Azarias, filho de Joanã; Berequias, filho de Mesilemote; Jeizquias, filho de Salum; e Amasa, filho de Hadlai, também ficaram contra o que o exército israelita tinha feito. Eles disseram:
- Não tragam esses prisioneiros para cá! Já pecamos muito contra Deus, o Senhor, e o que vocês estão querendo fazer agora nos tornaria ainda mais culpados diante de Deus. Ele já está muito irado com a gente!
Aí os soldados israelitas largaram os prisioneiros e as coisas que tinham trazido de Judá, entregando-os ao povo e às autoridades. Os quatro homens já citados foram escolhidos para cuidar dos prisioneiros. Das coisas que tinham sido trazidas de Judá, eles pegaram roupas e sandálias e deram aos que precisavam. Depois deram de comer e de beber a todos eles e cuidaram dos seus ferimentos. Em seguida, levaram todos os prisioneiros de volta para a sua terra e os deixaram em Jericó, a cidade das palmeiras. Os que estavam muito fracos foram montados em jumentos. Então os israelitas voltaram para Samaria. (IICRÔNICAS 28 v. 9-15)

ACAZ PEDE SOCORRO AO REI DA SÍRIA

Nessa mesma época, o rei Acaz mandou pedir socorro ao rei da Assíria porque mais uma vez os edomitas tinham invadido o país de Judá e haviam derrotado o exército de Acaz e levado alguns prisioneiros. Ao mesmo tempo, os filisteus estavam atacando as cidades que ficavam nas planícies e no sul de Judá, conquistando Bete-Semes, Aijalom e Gederote e também as cidades de Socó, Timna e Ginzo, com os povoados que ficavam ao redor. Tendo conquistado essas cidades, os filisteus começaram a morar nelas. Deus fez o país de Judá sofrer esta humilhação por causa do rei Acaz, pois ele havia levado o povo de Judá a cometer imoralidades e ele mesmo havia desobedecido a Deus, o Senhor.
O rei Tiglate-Pileser, da Assíria, marchou com o seu exército contra Acaz e, em vez de ajudá-lo, o deixou numa situação mais difícil ainda. Acaz pegou objetos de valor do Templo, do palácio e das casas das altas autoridades e os deu ao rei da Assíria; porém isso não adiantou nada.
Quando as suas dificuldades aumentaram, o rei Acaz cometeu pecados piores contra Deus, o Senhor. Acaz era assim mesmo! Ofereceu sacrifícios aos deuses da Síria, mas esses mesmos deuses foram a causa da sua derrota. Ele disse:
- Os deuses da Síria ajudaram os reis sírios; portanto, vou lhes oferecer sacrifícios, e eles me ajudarão também. Mas eles trouxeram desgraça para o rei e para todo o país.  Acaz pegou os objetos do Templo e os quebrou em pedaços. Fechou os portões do pátio do Templo e mandou construir altares em todas as esquinas de Jerusalém. E mandou construir em todas as cidades de Judá lugares pagãos de adoração, onde se queimava incenso a deuses estrangeiros. Assim ele fez com que o Senhor, o Deus dos seus antepassados, ficasse muito irado.
Todas as outras coisas que o rei Acaz fez, desde o começo até o fim do seu reinado, estão escritas na História dos Reis de Judá e de Israel. Acaz morreu e foi sepultado na cidade de Jerusalém, mas não nos túmulos dos reis; e o seu filho Ezequias ficou no lugar dele como rei. (IICRÔNICAS 28 v. 22-27)

O REINADO DE EZEQUIAS DE JUDÁ

Ezequias tinha vinte e cinco anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou vinte e nove anos em Jerusalém. A sua mãe se chamava Abia e era filha de Zacarias. Seguindo o exemplo do seu antepassado, o rei Davi, Ezequias fez aquilo que agrada a Deus, o Senhor.
No primeiro mês do seu reinado, Ezequias abriu os portões do pátio do Templo e mandou consertá-los. Depois mandou chamar os sacerdotes e os levitas para uma reunião no pátio leste do Templo e disse:
- Levitas, escutem o que vou dizer! Purifiquem-se a vocês mesmos e purifiquem também o Templo do Senhor, o Deus dos nossos antepassados. Tirem do Templo tudo o que é impuro.
Os nossos antepassados foram infiéis ao Senhor, nosso Deus, o rejeitaram e fizeram aquilo que Ele considera mau. Viraram as costas para o Templo, onde Deus mora, e deixaram de adorá-lo.
Fecharam os portões do Templo, apagaram as lamparinas e deixaram de queimar incenso e de oferecer ao Deus de Israel sacrifícios que costumavam ser completamente queimados no altar que ficava em frente do Templo. Por isso, o Senhor ficou irado com o povo de Judá e de Jerusalém e o que Ele fez deixou todos chocados e horrorizados. E então todos começaram a zombar de nós, como vocês bem sabem. Os nossos pais foram mortos na guerra, e os nossos filhos, as nossas filhas e as nossas mulheres foram levados embora como prisioneiros.
- Agora resolvi fazer uma aliança com o Senhor, o Deus de Israel, para que Ele pare de ficar irado conosco. Portanto, meus filhos, não sejam relaxados, pois o Senhor os escolheu para que vocês o sirvam no Templo, para que ajudem nos cultos de adoração e para que queimem incenso em honra Dele.
Estavam ali os seguintes levitas: do grupo de Coate: Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias; do grupo de Merari: Quis, filho de Abdi, e Azarias, filho de Jealelel; do grupo de Gérson: Joá, filho de Zima, e Éden, filho de Joá; do grupo de Elisafã: Sinri e Jeuel; do grupo de Asafe: Zacarias e Matanias; do grupo de Hemã: Jeuel e Simei; do grupo de Jedutum: Semaías e Uziel.
Esses homens mandaram chamar os outros levitas, e todos eles se purificaram. Depois, de acordo com o que o rei, obedecendo à ordem de Deus, havia mandado, foram purificar o Templo. Aí os sacerdotes também entraram no Templo para purificá-lo; tiraram de lá de dentro tudo o que era impuro e levaram para o pátio, e dali os levitas levaram para fora da cidade, até o vale do Cedrom.
Começaram a purificação no primeiro dia do primeiro mês; no dia oito já haviam chegado até a sala de entrada do Templo. Trabalharam mais oito dias e no dia dezesseis terminaram a purificação do Templo.
Então foram ao palácio para falar com o rei Ezequias e lhe disseram:
- Purificamos o Templo todo, incluindo o altar onde os sacrifícios são queimados, com todos os seus objetos e a mesa para os pães oferecidos a Deus, com os seus objetos. Também fomos buscar os objetos que o rei Acaz, por ser infiel a Deus, havia jogado fora durante o seu reinado. Nós os purificamos e colocamos em frente do altar de Deus, o Senhor. (IICRÔNICAS 29 v. 1-19)

O TEMPLO É DEDICADO A DEUS

No dia seguinte, Ezequias se levantou bem cedo, mandou chamar as altas autoridades de Jerusalém, e foram juntos ao Templo. Ezequias mandou que trouxessem sete touros novos, sete carneiros, sete ovelhas e sete bodes, a fim de oferecê-los como sacrifício para tirar os pecados da família do rei e do povo de Judá e para purificar o Templo. Então ordenou que os sacerdotes, os descendentes de Arão, oferecessem os animais no altar. Primeiro os sacerdotes mataram os touros novos, pegaram um pouco do sangue e borrifaram o altar; depois fizeram o mesmo com os carneiros e as ovelhas. Em seguida pegaram os bodes, que eram o sacrifício para tirar os pecados, e os levaram ao rei e às outras pessoas para que colocassem as mãos na cabeça deles.
Então os sacerdotes mataram os bodes e despejaram o sangue ao pé do altar como sacrifício para tirar o pecado de todo o povo; pois o rei havia ordenado que o sacrifício que era completamente queimado e o sacrifício para tirar os pecados fossem oferecidos em favor de todo o povo de Israel.
Ezequias obedeceu à ordem do rei Davi e à ordem que o Senhor Deus tinha dado por meio de Gade, o profeta do rei, e do profeta Natã: ele pôs no Templo os levitas, com os seus pratos musicais, harpas e liras. Os levitas estavam ali de pé com aqueles instrumentos musicais que Davi havia mandado usar, e os sacerdotes tinham trombetas. Ezequias ordenou que oferecessem no altar o sacrifício que ia ser completamente queimado; e, logo que o sacrifício começou, todos começaram a cantar hinos de louvor a Deus, o Senhor, acompanhados pelas trombetas e pelos outros instrumentos musicais. Todos adoraram a Deus, e os hinos e o toque de trombetas continuaram até que o sacrifício terminou. Em seguida, o rei e todas as outras pessoas se ajoelharam e adoraram a Deus. O rei e as altas autoridades disseram aos levitas que cantassem ao Senhor os cânticos compostos por Davi e pelo profeta Asafe. Cantaram cheios de alegria e depois se ajoelharam e adoraram a Deus.
Então Ezequias disse ao povo:
- Vocês se dedicaram ao serviço de Deus, o Senhor; portanto, venham ao Templo e ofereçam sacrifícios como ofertas de gratidão a Deus. O povo fez o que o rei mandou; e alguns, por vontade própria, apresentaram sacrifícios para serem completamente queimados. Para esses sacrifícios, ofereceram a Deus setenta touros novos, cem carneiros e duzentas ovelhas.
Para as ofertas de gratidão, foram oferecidos seiscentos touros e três mil carneiros.
Não havia sacerdotes em número suficiente para tirar a pele dos animais que estavam sendo sacrificados, e por isso os levitas os ajudaram até terminarem os sacrifícios. A essa altura outros sacerdotes já se haviam purificado. (Os levitas estavam mais dispostos a se purificarem do que os sacerdotes.) Além dos muitos animais que foram completamente queimados, houve também a oferta da gordura dos animais oferecidos como sacrifícios de paz. E houve as ofertas de vinho que acompanhavam os sacrifícios que eram completamente queimados.
Assim começou de novo o culto no Templo. Ezequias e todo o povo ficaram alegres com o que Deus havia feito por eles; pois tudo isso aconteceu muito depressa. (IICRÔNICAS 29 v. 20-36)

A COMEMORAÇÃO DA PÁSCOA

Depois disso, o rei Ezequias enviou mensageiros por toda a terra de Israel e de Judá e mandou cartas para o povo das tribos de Efraim e de Manassés, convidando todos para virem ao Templo em Jerusalém a fim de comemorar a Festa da Páscoa em honra do Senhor, o Deus de Israel. O rei, as altas autoridades e os moradores de Jerusalém tinham concordado em comemorar essa festa no segundo mês do ano porque não tinham podido fazê-lo no tempo marcado, isto é, no primeiro mês. Isso porque os sacerdotes que se haviam purificado eram poucos, e o povo não se havia reunido em Jerusalém. O rei e o povo acharam bom o seu plano. Resolveram espalhar a notícia pelo país inteiro, desde a cidade de Berseba, no Sul, até a tribo de Dã, no Norte, convidando todos para virem a Jerusalém a fim de tomar parte na Festa da Páscoa em honra do Senhor, o Deus de Israel. Pois já fazia muito tempo que a Páscoa não era comemorada de acordo com o que estava escrito na Lei.
Os mensageiros obedeceram à ordem do rei e levaram as cartas do rei e também as cartas das altas autoridades por toda a terra de Israel e de Judá. Elas diziam assim:
“Povo de Israel, voltem para o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e assim Ele voltará para vocês que escaparam do poder dos reis da Assíria. Não sejam como os seus antepassados e como os seus patrícios, que foram infiéis ao Senhor, o Deus dos nossos antepassados. Foi por isso que Ele os destruiu, como vocês estão vendo. Não sejam teimosos como os seus antepassados, mas sejam obedientes ao Senhor. Venham ao Templo, que Ele separou para a Sua adoração para sempre, e adorem a Deus a fim de que Ele pare de ficar irado com vocês. Se vocês voltarem para Deus, então os inimigos que levaram os seus parentes e os seus filhos como prisioneiros terão pena deles e os deixarão voltar para casa. Pois o Senhor, nosso Deus, é bondoso e misericordioso e os aceitará se vocês voltarem para Ele.”
Os mensageiros foram por todas as cidades das tribos de Efraim e de Manassés, chegando até o território da tribo de Zebulom, no Norte; mas todos riram e caçoaram deles. Porém algumas pessoas das tribos de Aser, de Manassés e de Zebulom se arrependeram e foram até Jerusalém.
E em Judá Deus fez com que todo o povo cumprisse o que o rei e as altas autoridades tinham ordenado, obedecendo à ordem de Deus, o Senhor.
Portanto, no segundo mês do ano, muitas pessoas foram até Jerusalém para comemorar a Festa dos Pães sem Fermento. Era uma multidão enorme. Pegaram os altares onde eram oferecidos sacrifícios e também os altares onde era queimado incenso e os jogaram no vale do Cedrom.  No dia catorze do segundo mês, mataram os carneiros para a Festa da Páscoa. Os sacerdotes e os levitas ficaram com vergonha e por isso se purificaram e levaram ao Templo sacrifícios para serem completamente queimados.  Foram para os seus lugares no Templo, de acordo com o que mandava a Lei de Moisés, homem de Deus. Os levitas davam o sangue dos animais aos sacerdotes, e estes borrifavam o altar. Havia ali muitas pessoas que estavam impuras, e por isso os levitas precisaram matar os carneiros que essas pessoas ofereciam, a fim de dedicá-los a Deus, o Senhor. Pois muitas pessoas das tribos de Efraim, de Manassés, de Issacar e de Zebulom haviam comido o jantar da Páscoa sem terem se purificado, como manda a Lei de Deus. Mas Ezequias orou em favor delas, dizendo:
- Ó Deus bondoso, perdoa todos os que com todo o coração Te adoram a Ti, o Senhor, o Deus dos nossos antepassados. Perdoa-os, ó Senhor, ainda que eles não se tenham purificado de acordo com a lei do Templo.
O Senhor Deus atendeu o pedido de Ezequias e perdoou o povo. Durante sete dias, todos os israelitas que estavam em Jerusalém comemoraram com grande alegria a Festa dos Pães sem Fermento. Todos os dias os sacerdotes e os levitas louvaram a Deus, tocando bem alto os instrumentos musicais sagrados.  Ezequias elogiou todos os levitas que haviam dirigido tão bem o culto de adoração. Durante sete dias, todos tomaram parte na Festa, apresentaram as ofertas de paz e louvaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados.
Aí concordaram em festejar mais sete dias e assim fizeram com muita alegria. O rei Ezequias deu ao povo mil touros novos e sete mil carneiros, e as altas autoridades deram mil touros novos e dez mil carneiros para a Festa. E muitos sacerdotes se purificaram. Assim todo mundo ficou alegre - o povo de Judá, os sacerdotes, os levitas, as pessoas que tinham vindo da terra de Israel e os estrangeiros que moravam em Israel e em Judá. Houve grande alegria em toda a cidade de Jerusalém, pois desde o tempo de Salomão, rei de Israel e filho de Davi, nunca havia acontecido uma coisa assim.
Os sacerdotes e os levitas, de pé, pediram as bênçãos de Deus para o povo. E Deus, no Seu santo lar no céu, ouviu a oração e atendeu o pedido deles. (IICRÔNICAS 30)

A REFORMA FEITA POR EZEQUIAS

Quando a festa terminou, todos os israelitas que estavam em Jerusalém foram pelas cidades de Judá, quebrando as colunas do deus Baal, cortando os postes-ídolos e destruindo os altares e os lugares pagãos de adoração. Fizeram o mesmo em todo o território das tribos de Judá, de Benjamim, de Efraim e de Manassés. Depois todos voltaram para casa.
Ezequias organizou os sacerdotes e os levitas em grupos, dando a cada grupo a sua responsabilidade. Os sacerdotes apresentavam os sacrifícios que eram completamente queimados e os sacrifícios de paz; os levitas cantavam louvores, e davam graças a Deus, e guardavam os portões do Templo. Dos seus touros e dos seus carneiros, o rei dava animais para os sacrifícios a serem completamente queimados que eram oferecidos de manhã e à tarde e também para os sacrifícios a serem completamente queimados que eram oferecidos nos sábados, nas Festas da Lua Nova e nas outras festas fixas, conforme mandava a Lei de Deus, o Senhor.
O rei ordenou aos moradores de Jerusalém que entregassem aos sacerdotes e levitas tudo o que, de direito, era deles, a fim de que pudessem gastar todo o seu tempo fazendo aquilo que a Lei do Senhor mandava. Logo que a ordem do rei foi anunciada, o povo deu generosamente a melhor parte do seu trigo, vinho, azeite, mel e de todos os outros produtos das suas plantações; trouxeram também em grande quantidade a décima parte de tudo o que tinham. Os que moravam em Israel e os moradores das outras cidades de Judá também trouxeram a décima parte dos seus touros e dos seus carneiros e a décima parte de tudo o que tinham dedicado ao Senhor, seu Deus, e juntaram as coisas em grandes montões. Começaram a amontoar as ofertas no terceiro mês e terminaram no sétimo mês. Quando Ezequias e as altas autoridades foram ver aqueles montões de ofertas, louvaram a Deus, o Senhor, e elogiaram o povo de Israel. Ezequias falou com os sacerdotes e os levitas a respeito daqueles montões, e o Grande Sacerdote Azarias, descendente de Zadoque, respondeu:
- Desde que o povo começou a trazer todas estas ofertas ao Templo, nós temos tido bastante para comer, e tem sobrado muita coisa; o Senhor Deus tem abençoado o Seu povo, e por isso temos comida até demais.
Aí o rei Ezequias ordenou que preparassem depósitos no Templo, e isso foi feito. Foram honestos e colocaram ali todas as ofertas, os dízimos e as coisas dedicadas a Deus. Para tomar conta dos depósitos, puseram um levita chamado Conanias, que tinha como ajudante o seu irmão Simei. O rei Ezequias e o Grande Sacerdote Azarias nomearam os seguintes levitas para servirem debaixo da direção de Conanias e Simei: Jeiel, Azarias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaías. O guarda do Portão Leste do Templo, Coré, filho de Imna, estava encarregado das ofertas feitas a Deus por vontade própria; ele distribuía as ofertas e as coisas dedicadas a Deus. Nas outras cidades onde os sacerdotes moravam, os seguintes levitas trabalhavam fielmente debaixo da direção de Coré: Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amariá e Secanias. Estes distribuíam as porções devidas a todos os seus colegas, os levitas, de acordo com os grupos a que pertenciam, dando a cada um a mesma porção. Sem levar em conta se os seus nomes estavam ou não nas listas dos seus antepassados, a distribuição era feita a todos os homens de trinta anos para cima que iam ao Templo para fazer os seus serviços diários, de acordo com o grupo a que pertenciam e o trabalho que faziam. A lista dos sacerdotes foi feita de acordo com os seus grupos de famílias; os levitas de vinte anos para cima estavam alistados de acordo com o trabalho que faziam e o grupo a que pertenciam. Nas listas estavam também os nomes das mulheres, dos filhos e das filhas, isto é, da família inteira. Os sacerdotes e os levitas tinham sido consagrados a Deus e precisavam estar sempre prontos para fazer o seu trabalho sagrado. Havia também homens nomeados para distribuírem os alimentos que eram para os sacerdotes, os descendentes de Arão, que moravam nas cidades dos sacerdotes ou nos campos que ficavam ao redor, e também os alimentos que eram para todos os levitas cujos nomes estavam nas listas.
Foi isso o que Ezequias fez em toda a terra de Judá. Ele sempre foi bom, correto e fiel em todos os serviços que prestou ao Senhor, seu Deus. Tudo o que Ezequias fez para o Templo ou em obediência à lei deu certo porque ele procurou sempre seguir com todo o coração a vontade de Deus. (IICRÔNICAS 31)

O REINADO DE MANASSÉS DE JUDÁ

"Manassés tinha doze anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou cinqüenta e cinco anos em Jerusalém. Manassés pecou contra Deus Eteno, seguindo os costumes nojentos das nações que o Eterno havia expulsado da terra conforme o povo de Israel avançava. Ele construiu de novo os lugares pagãos de adoração que Ezequias, o seu pai, havia destruído. Construiu altares para a adoração do deus Baal, fez postes-ídolos e adorou as estrelas. Construiu altares pagãos no Templo onde, conforme o Eterno tinha dito, Ele devia ser adorado para sempre. Nos dois pátios do Templo, Manassés construiu altares para a adoração das estrelas. Queimou os seus filhos em sacrifício no vale de Ben-Hinom, fazia adivinhações, praticava magia e feitiçarias e consultava adivinhos e médiuns. Pecou muito contra o Deus Eterno, e fez com que Ele ficasse irado. Manassés colocou uma imagem do Poste-ídolo no Templo, o lugar a respeito do qual o Eterno tinha dito a Davi e ao seu filho Salomão o seguinte: 'Em todo o território das doze tribos de Israel, Escolhi este Templo, aqui em Jerusalém, para ser o lugar onde Serei adorado para sempre. E, se o povo de Israel obedecer a todos os Meus mandamentos e fizer tudo o que manda a Lei que Moisés deu a eles, então Eu não deixarei que sejam expulsos da terra que dei aos seus antepassados.' Manassés levou o povo de Judá e os moradores de Jerusalém a cometerem pecados ainda piores do que aqueles cometidos pelas nações que o Deus Eterno havia expulsado da terra conforme o seu povo ia avançando." (II CRÔNICAS 33 v. 1-9)

O ARREPENDIMENTO DE MANASSÉS

"O Deus Eterno falou com Manassés e com o Seu povo, mas eles não lhe deram atenção. Por isso, Deus deixou que os comandantes do exército assírio invadissem o país de Judá. Eles prenderam Manassés com ganchos, amarraram com correntes e o levaram como prisioneiro para a Babilônia.No seu sofrimento Manassés orou com fervor ao Eterno, seu Deus; cheio de humildade, ele se arrependeu diante do Deus dos seus antepassados. Deus ouviu a sua oração e atendeu o seu pedido, deixando que ele voltasse para Jerusalém e fosse rei de novo. Aí Manassés declarou que o Eterno é Deus.

Depois disso, Manassés construiu uma muralha muito alta em volta da Cidade de Davi. A muralha começava no vale que ficava a oeste da fonte de Giom, continuava na direção norte até o Portão do Peixe e passava ao redor da parte da cidade chamada Ofel. Manassés também colocou chefes militares no comando de todas as cidades de Judá que eram protegidas por muralhas. Ele tirou do Templo as imagens dos deuses pagãos e o ídolo que havia colocado lá, derrubou os altares que havia mandado construir no monte onde ficava o Templo e em outros lugares de Jerusalém e os jogou fora da cidade. Consertou o altar do Eterno, ofereceu nele sacrifícios de paz e ofertas de gratidão e ordenou ao povo de Judá que adorasse o Eterno, o Deus de Israel. O povo continuou a oferecer sacrifícios nos altares pagãos, mas os oferecia somente ao Eterno, seu Deus.

Todas as outras coisas que Manassés fez, a sua oração a Deus e as mensagens dos profetas que falaram com ele em nome do Eterno, o Deus de Israel, tudo isso está escrito na História dos Reis de Israel. A oração de Manassés, a resposta de Deus e todos os pecados que Manassés cometeu antes de se arrepender, isto é, a adoração de ídolos, os lugares pagãos de adoração que construiu, os postes-ídolos e as imagens que mandou fazer, tudo isso está escrito na História dos Profetas. Manassés morreu e foi sepultado no jardim do palácio, e o seu filho Amom ficou no lugar dele como rei." (II CRÔNICAS 33 v. 1-20)

O REINADO DE JOSIAS DE JUDÁ

"Josias tinha oito anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou trinta e um anos em Jerusalém. Josias fez o que agrada ao Deus Eterno; seguiu o exemplo do seu antepassado, o rei Davi, e não se desviou nem para um lado nem para o outro."
(II CRÔNICAS 34 v. 1-2)

A REFORMA RELIGIOSA FEITA POR JOSIAS

"No oitavo ano do seu reinado, quando era ainda bem moço, Josias começou a adorar o Deus do seu antepassado Davi. E quatro anos mais tarde começou a purificar a terra de Judá e a cidade de Jerusalém, destruindo os lugares pagãos de adoração, os postes-ídolos e as outras imagens de pedra e de metal.Na presença dele, foram derrubados os altares do deus Baal, e ele mesmo quebrou os altares de incenso que estavam em cima deles. Quebrou também os postes-ídolos e as outras imagens de pedra e de metal, os esmigalhou até virarem pó e espalhou o pó em cima das sepulturas das pessoas que tinham oferecido sacrifícios a esses ídolos. Depois queimou os ossos dos sacerdotes pagãos nos altares onde eles haviam oferecido sacrifícios. Assim Josias purificou Judá e Jerusalém.

Ele fez a mesma coisa nas cidades das tribos de Manassés, de Efraim, de Simeão e até de Naftali e nas ruínas ao redor daquelas cidades. Ele andou por todo o país de Israel, derrubando os altares, os postes-ídolos e os outros ídolos, esmigalhando-os até virarem pó e quebrando todos os altares de incenso. Depois voltou para Jerusalém." (II CRÔNICAS 34 v. 3-7)

O LIVRO DA LEI É ACHADO

"No ano dezoito do seu reinado, depois de ter purificado o país e o Templo, Josias enviou os seguintes homens para fazerem os consertos no Templo: Safã, filho de Azalias; Maaséias, o governador de Jerusalém; e o conselheiro do rei, Joá, filho de Joacaz. Eles foram falar com o Grande Sacerdote Hilquias e lhe entregaram o dinheiro que os levitas tinham recebido e trazido ao Templo. Esse dinheiro tinha sido dado por gente das tribos de Manassés e de Efraim e do resto do Reino de Israel, e também por gente das tribos de Judá e de Benjamim e pelos moradores de Jerusalém. O dinheiro foi entregue aos homens que estavam encarregados dos consertos, e estes o usaram para pagar os trabalhadores que estavam reconstruindo e consertando o Templo. Deram o dinheiro aos carpinteiros e aos construtores para comprarem pedras trabalhadas e madeira para as vigas e para os outros consertos que deviam ser feitos nos edifícios que os reis de Judá haviam deixado cair aos pedaços. Os trabalhadores eram honestos em tudo, e os seus chefes eram quatro levitas: Jaate e Obadias, do grupo de Merari, e Zacarias e Mesulã, do grupo de Coate. Eles eram chefes também dos guardas dos portões e de todos os outros homens que trabalhavam no Templo. Todos os levitas sabiam tocar bem instrumentos musicais, e alguns deles eram escrivães, outros eram fiscais, e outros eram guardas dos portões. Enquanto entregavam o dinheiro que havia sido dado para o Templo, Hilquias achou o Livro da Lei de Deus, a Lei que o Eterno tinha dado por meio de Moisés. Hilquias disse a Safã, o escrivão:
- Achei o Livro da Lei aqui no Templo.

E deu o livro a Safã. Este o levou ao rei e prestou o seu relatório, dizendo:
- Nós, seus servidores, fizemos tudo o que o senhor mandou. Pegamos o dinheiro que estava no Templo e o entregamos aos trabalhadores e aos seus chefes.
Safã disse também:
- Tenho aqui comigo um livro que Hilquias me entregou.

E leu o livro em voz alta para o rei. Quando ouviu o que o livro dizia, o rei rasgou as suas roupas em sinal de tristeza. Então deu a Hilquias e a Aicã, filho de Safã, e a Abdom, filho de Micaías, e a Safã, o escrivão, e a Asaías, o servidor do rei, a seguinte ordem:
- Vão consultar ao Deus Eterno, por mim e por todo o povo de Israel e de Judá a respeito dos ensinamentos deste livro. Deus está muito irado conosco porque os nossos antepassados não obedeceram às ordens do Eterno, nem fizeram o que este livro manda.

Então Hilquias e os homens que o rei tinha enviado foram falar com uma profetisa chamada Hulda, que morava no bairro novo de Jerusalém. O marido dela, que se chamava Salum, filho de Ticva e neto de Harás, era o encarregado da rouparia do Templo. Eles contaram a Hulda o que havia acontecido, e ela lhes disse que voltassem e dessem ao rei a seguinte mensagem de Deus:
- Eu, o Eterno, o Deus de Israel, vou castigar a cidade de Jerusalém e todo o seu povo com todos os castigos escritos no livro que foi lido para o rei de Judá. Eles Me abandonaram e têm oferecido sacrifícios a outros deuses e assim me fizeram ficar irado por causa de todas as coisas que têm feito. A Minha ira se acendeu contra Jerusalém e não vai se apagar. Eu, o Eterno, o Deus de Israel, digo isto ao rei: 'Você ouviu o que está escrito no livro, e se arrependeu, e se humilhou diante de Mim, rasgando as suas roupas e chorando quando ouviu como ameacei castigar a cidade de Jerusalém e o seu povo. Eu ouvi a sua oração e por isso só depois da sua morte é que vou castigar Jerusalém e o seu povo. Vou deixar que você morra em paz.'

Então os homens levaram ao rei essa resposta." (II CRÔNICAS 34 v. 8-28)

JOSIAS RENOVA O ACORDO COM DEUS

"O rei Josias mandou que todas as autoridades de Judá e de Jerusalém se reunissem, e todos foram juntos até o Templo, acompanhados pelos sacerdotes, pelos levitas e por todo o resto do povo de Jerusalém e de Judá, desde os mais importantes até os mais humildes. Então o rei leu diante deles todo o livro da aliança, que havia sido achado no Templo. Ele ficou perto da coluna real, em pé, e fez com o Deus Eterno, uma aliança pela qual eles lhe obedeceriam e guardariam as Suas leis e mandamentos com todo o coração e com toda a alma. E também cumpririam tudo o que a aliança mandava fazer, como estava escrito no livro. Então Josias fez com que todo o povo de Jerusalém e da tribo de Benjamim prometesse ser fiel à aliança. Assim os moradores de Jerusalém foram fiéis à aliança feita com o Deus dos seus antepassados. Josias acabou com todos os ídolos nojentos que havia nas terras dos israelitas e fez com que todos os israelitas adorassem o Eterno, seu Deus. Enquanto Josias viveu, o povo não deixou de obedecer ao Eterno, o Deus dos seus antepassados." (II CRÔNICAS 34 v. 29-33)

A COMEMORAÇÃO DA FESTA DA PÁSCOA

"Josias comemorou em Jerusalém a Festa da Páscoa em honra do Deus Eterno; no dia catorze do primeiro mês, foram mortos os carneiros para a festa. Ele pôs os sacerdotes nos seus lugares de serviço no Templo e os animou a fazerem bem o seu trabalho.Depois mandou chamar os levitas, que ensinavam a Lei de Deus a todos os israelitas e que eram separados para o serviço do Eterno, e lhes disse:
- Ponham a arca da aliança no Templo construído pelo rei Salomão, filho de Davi; daqui em diante, vocês não precisarão carregá-la nos ombros. Dediquem-se ao serviço do Eterno, nosso Deus, e do Seu povo de Israel. Organizem-se para o serviço por grupos e por famílias, de acordo com o que o rei Davi, de Israel, e o seu filho Salomão ordenaram. Os grupos devem ser organizados de acordo com os grupos de famílias do nosso povo, a fim de que haja um grupo de levitas à disposição de cada grupo de famílias. Matem os carneiros para a Páscoa, purifiquem-se e preparem a Festa a fim de que os seus irmãos, os outros israelitas, comemorem a Páscoa de acordo com as ordens que Deus nos deu por meio de Moisés. Do seu gado e dos seus rebanhos, o rei Josias deu ao povo os animais para a Festa da Páscoa: trinta mil carneiros e cabritos e três mil touros. As autoridades também deram ofertas ao povo, aos sacerdotes e aos levitas. E Hilquias, Zacarias e Jeiel, os administradores do Templo, deram aos sacerdotes dois mil e seiscentos carneiros e cabritos e trezentos touros para os sacrifícios da Páscoa. Os chefes dos levitas, Conanias, os seus irmãos Semaías e Netanel, e também Hasabias, Jeiel e Jozabade deram aos levitas cinco mil carneiros e cabritos e quinhentos touros para a Páscoa. Quando tudo estava pronto para a Festa, os sacerdotes foram para os seus lugares, e os levitas se juntaram em grupos, de acordo com o que o rei havia ordenado. Aí foram mortos os carneiros e os cabritos; os levitas tiravam a pele dos animais, davam o sangue aos sacerdotes, e estes borrifavam o altar com ele. Entregaram ao povo, segundo os grupos de famílias, a gordura dos animais que seria queimada como sacrifício ao Deus Eterno, de acordo com o que a Lei de Moisés manda. E fizeram a mesma coisa com os touros. Depois assaram os animais de acordo com a lei; cozinharam as outras ofertas sagradas em panelas, caldeirões e frigideiras e distribuíram rapidamente para todo o povo. Em seguida, os levitas prepararam o que era deles e dos sacerdotes, os descendentes de Arão. Os levitas precisaram fazer isso porque os sacerdotes ficaram ocupados até a noite, oferecendo a Deus os animais que eram completamente queimados e a gordura.

Os cantores do grupo de Asafe estavam nos seus lugares, de acordo com as ordens do rei Davi e de Asafe, de Hemã e de Jedutum, o profeta do rei. Os guardas também estavam nos seus lugares guardando os portões do Templo. Nenhum deles precisou abandonar o seu posto, pois os seus colegas, os outros levitas, prepararam a parte dos sacrifícios que era deles.

Assim tudo foi feito naquele dia para a adoração do Deus Eterno, como o rei Josias havia ordenado: comemoraram a Festa da Páscoa em honra do Eterno e apresentaram as ofertas que eram completamente queimadas no altar. Durante sete dias, todos os israelitas que estavam em Jerusalém tomaram parte na Festa da Páscoa e na Festa dos Pães sem Fermento. Desde o tempo do profeta Samuel, os israelitas nunca haviam comemorado uma Festa da Páscoa como esta. Nenhum outro rei de Israel comemorou a Festa como Josias fez com os sacerdotes e os levitas, com o povo de Judá e de Israel que estava presente e com os moradores de Jerusalém. Foi no ano dezoito do seu reinado que essa Páscoa foi comemorada." (II CRÔNICAS 35  v. 1-19)

O FIM DO REINADO DE JOSIAS

"Depois de tudo isso, quando Josias já havia acabado de pôr em ordem o Templo e o culto, o rei Neco, do Egito, marchou com o seu exército para lutar em Carquemis, que ficava na beira do rio Eufrates. Josias saiu com o seu exército para lutar contra ele, mas Neco lhe mandou a seguinte mensagem:
- Rei de Judá, você não tem nada a ver com esta luta. Eu não vim lutar contra você, mas contra os meus inimigos, e Deus mandou que eu me apressasse. Deus está comigo; portanto, se você lutar contra Deus, Ele o destruirá.

Mas Josias não voltou atrás; ele não quis dar atenção ao aviso que Deus estava dando por meio do rei Neco. Pelo contrário, ele se disfarçou e marchou para lutar contra Neco no vale de Megido. Os soldados egípcios atiraram flechas contra Josias, e ele gritou para os seus oficiais:
- Estou gravemente ferido! Tirem-me daqui!

Os oficiais o tiraram do seu carro de guerra, e o puseram em outro carro, e o levaram para Jerusalém. Josias morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis. Todo o povo de Judá e de Jerusalém chorou a morte dele.

O profeta Jeremias compôs uma canção de enterro em honra de Josias. Até hoje os cantores e as cantoras cantam essa canção quando choram a morte de Josias. Já se tornou costume em Israel cantar essas canções, que estão escritas no livro de Lamentações.

Josias fez muitas outras coisas e praticou atos de bondade em obediência à Lei do Deus Eterno.
Tudo o que ele fez, desde o começo até o fim do seu reinado, está escrito na História dos Reis de Israel e de Judá."
(II CRÔNICAS 35 v. 20-27)

O REINADO DE JOACAZ, DE JUDÁ

"O povo de Judá escolheu Joacaz, filho de Josias, e o colocou como rei em Jerusalém, em lugar do seu pai. Joacaz tinha vinte e três anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou três meses em Jerusalém. Joacaz foi tirado do trono pelo rei Neco, do Egito, o qual também obrigou o povo de Judá a pagar três mil e quatrocentos quilos de prata e trinta e quatro quilos de ouro. Neco pôs Eliaquim, irmão de Joacaz, como rei de Judá e de Jerusalém e mudou o nome dele para Jeoaquim. Joacaz foi levado por Neco para o Egito." (II CRÔNICAS 36 v. 1-4)

O REINADO DE JEOAQUIM DE JUDÁ

"Jeoaquim tinha vinte e cinco anos de idade quando se tornou rei de Judá e governou durante onze anos em Jerusalém. Ele fez aquilo que não agrada ao Eterno, seu Deus. Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu o país, prendeu Jeoaquim e o mandou preso com correntes para a Babilônia. Nabucodonosor levou também alguns objetos do Templo para a Babilônia e os colocou no seu palácio.

O resto da história de Jeoaquim, as coisas nojentas que fez e as acusações que foram feitas contra ele, tudo isso está escrito na História dos Reis de Israel e de Judá. E o seu filho Joaquim ficou no lugar dele como rei." (II CRÔNICAS 36 v. 5-8)

O REINADO DE JOAQUIM DE JUDÁ
Joaquim tinha dezoito anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou três meses e dez dias em Jerusalém. Joaquim fez coisas erradas, que não agradam ao Deus Eterno. Na primavera daquele ano, o rei Nabucodonosor mandou prendê-lo e levá-lo como prisioneiro para a Babilônia, levando também os objetos mais valiosos que havia no Templo. E Nabucodonosor colocou Zedequias, tio de Joaquim, como rei de Judá e de Jerusalém.
(II CRÔNICAS 36 v.9-10)

O REINADO DO REI ZEDEQUIAS DE JUDÁ

"Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou onze anos em Jerusalém. Zedequias fez coisas erradas, que não agradam ao Deus Eterno. E também não se humilhou diante do profeta Jeremias, que anunciava a mensagem do Eterno." (II CRÔNICAS 36  v. 11-12)

A TOMADA DE JERUSALÉM

"Zedequias se revoltou contra o rei Nabucodonosor, que o havia obrigado a jurar pelo nome de Deus que seria seu aliado. Foi teimoso e não quis se arrepender e voltar para o Eterno, o Deus de Israel. Além disso, as autoridades de Judá, os sacerdotes e o povo estavam pecando cada vez mais, seguindo o exemplo dos povos pagãos e adorando ídolos. Com isso profanaram o Templo, que o Eterno havia escolhido como o lugar santo onde Ele devia ser adorado. O Eterno, o Deus dos seus antepassados, continuou a avisá-los por meio dos Seus profetas porque tinha pena do Seu povo e do Templo, a Sua casa. Mas eles riram desses mensageiros de Deus, rejeitaram as suas mensagens e zombaram deles. Finalmente, Deus ficou tão irado com o seu povo, que não houve mais remédio.

Então Deus fez com que o rei da Babilônia marchasse com o seu exército contra eles. Ele matou os moços à espada, até mesmo no Templo, e não teve dó de ninguém, nem dos moços nem das moças, nem dos adultos nem dos velhinhos. Deus entregou todos nas mãos do rei da Babilônia. Este pegou todos os objetos do Templo, os grandes e os pequenos, todos os tesouros do Templo, do rei e das altas autoridades e levou tudo para a Babilônia. Os soldados queimaram o Templo, derrubaram as muralhas de Jerusalém, queimaram todos os palácios e destruíram todos os objetos de valor. Os moradores de Jerusalém que não foram mortos foram levados como prisioneiros para a Babilônia, onde se tornaram escravos do rei e dos seus descendentes, até que o Reino da Pérsia começou a dominar. Assim se cumpriu o que Deus Eterno tinha dito pelo profeta Jeremias: "O país ficará em ruínas setenta anos, e durante todo esse tempo a terra vai guardar os seus sábados e descansar.'" (II CRÔNICAS 36 v. 13-21)

O DECRETO DE CIRO

"No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, cumpriu-se o que o Senhor Deus tinha dito pelo profeta Jeremias. O Eterno tocou no coração de Ciro, e este ordenou que fosse comunicado em todo o seu reino, por escrito e também por meio de leitura em público, este decreto: 'Eu, Ciro, rei da Pérsia, declaro o seguinte: O Eterno, o Deus do céu, me fez governador do mundo inteiro e me encarregou de construir para Ele um templo em Jerusalém, na região de Judá. Eu ordeno que todos vocês que são o Seu povo vão a Jerusalém e peço que Deus esteja com vocês.'" (II CRÔNICAS 36 v. 22-23)

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