ESDRAS

O livro de Esdras descreve a volta de alguns dos israelitas que estavam prisioneiro na Babilônia, a vida deles em Jerusalém e a adoração no Templo. Esses acontecimentos são apresentados na seguinte ordem:

1) o primeiro grupo de israelitas volta da Babilônia, por ordem de Ciro, rei da Pérsia.
2) o Templo é reconstruído e inaugurado, e o Deus Eterno é adorado de novo em Jerusalém.
3) anos depois, outro grupo volta para Jerusalém, dirigido por Esdras, um estudioso da Lei de Deus. Esdras ajuda ao povo a reorganizar a sua vida religiosa e social a fim de que as tradições espirituais de Israel sejam conservadas.

O DECRETO DE CIRO

No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, cumpriu-se o que o Senhor Deus tinha dito pelo profeta Jeremias. O Senhor tocou no coração de Ciro, e este ordenou que fosse comunicado em todo o seu reino, por escrito e também por meio de leitura em público, este decreto: “Eu, Ciro, rei da Pérsia, declaro o seguinte: O Senhor, o Deus do céu, me fez governador do mundo inteiro e me encarregou de construir para Ele um templo em Jerusalém, na região de Judá. Que Deus esteja com todos vocês que são o Seu povo! Vão a Jerusalém para construir de novo o Templo do Senhor, o Deus de Israel, o Deus que é adorado em Jerusalém. Os vizinhos devem ajudar todos os israelitas que precisarem de ajuda a fim de voltarem para a sua terra. Devem lhes dar prata e ouro, mantimentos e gado e também ofertas para apresentarem no Templo de Deus, em Jerusalém.” Então os chefes das famílias das tribos de Judá e de Benjamim, os sacerdotes e os levitas e todas as outras pessoas que haviam sido animadas por Deus se aprontaram para ir a Jerusalém e construir de novo o Templo do Senhor. Todos os seus vizinhos os ajudaram, dando-lhes vasilhas de prata e de ouro, mantimentos, gado, objetos de valor e também ofertas para apresentarem no Templo.
O rei Ciro entregou as tigelas e taças que Nabucodonosor havia tirado do Templo do Senhor em Jerusalém e levado para o templo dos seus deuses. Ciro devolveu os objetos a Mitredate, o tesoureiro, que fez uma lista das coisas e depois entregou tudo a Sesbazar, o governador de Judá. Esta é a lista: trinta tigelas de ouro, mil tigelas de prata, vinte e nove outras tigelas, trinta taças de ouro, quatrocentas e dez taças de menor valor e mais mil outros objetos. O total dos objetos de ouro e de prata foi de cinco mil e quatrocentos. Sesbazar levou tudo isso de volta para Jerusalém quando voltou da Babilônia com os israelitas que tinha sido levados para lá como prisioneiro. (ESDRAS 1)

OS QUE VOLTARAM DA BABILÔNIA

Entre os israelitas que o rei Nabucodonosor, da Babilônia, tinha levado como prisioneiros, havia muitos que eram da província de Judá. Estes voltaram para Jerusalém e Judá, cada um para a sua própria cidade. Os seus líderes eram Zorobabel, Josué, Neemias, Seraías, Reelaías, Mordecai, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum e Baaná.
Esta é a lista dos grupos de famílias do povo de Israel que voltaram da Babilônia, sendo indicados o nome do chefe e o número de pessoas de cada grupo:
Parós: dois mil cento e setenta e dois;
Sefatias: trezentos e setenta e dois;
Ará: setecentos e setenta e cinco;
Paate-Moabe, isto é, os descendentes de Jesua e de Moabe: dois mil oitocentos e doze;
Elão: mil duzentos e cinqüenta e quatro;
Zatu: novecentos e quarenta e cinco; Zacai: setecentos e sessenta; Bani: seiscentos e quarenta e dois;
Bebai: seiscentos e vinte e três;
Azgade: mil duzentos e vinte e dois;
Adonicã: seiscentos e sessenta e seis;
Bigvai: dois mil e cinqüenta e seis;
Adim: quatrocentos e cinqüenta e quatro;
Ater, também chamado de Ezequias: noventa e oito;
Besai: trezentos e vinte e três;
Jora: cento e doze;
Hasum: duzentos e vinte e três;
Gibar: noventa e cinco.
Também voltaram as pessoas cujos antepassados haviam morado nas seguintes cidades:
Belém: cento e vinte e três;
Netofa: cinqüenta e seis;
Anatote: cento e vinte e oito;
Azmavete: quarenta e duas;
Quiriate-Arim, Cefira e Beerote: setecentas e quarenta e três;
Ramá e Geba: seiscentas e vinte e uma;
Micmás: cento e vinte e duas;
Betel e Ai: duzentas e vinte e três;
Nebo: cinqüenta e duas;
Magbis: cento e cinqüenta e seis;
A outra Elão: mil duzentas e cinqüenta e quatro;
Harim: trezentas e vinte;
Lode, Hadide e Ono: setecentas e vinte e cinco; Jericó: trezentas e quarenta e cinco; Senaá: três mil seiscentas e trinta.
Esta é a lista dos grupos de famílias de sacerdotes que voltaram do cativeiro, sendo indicados o nome do chefe e o número de pessoas de cada grupo:
Jedaías, descendente de Jesua: novecentos e setenta e três;
Imer: mil e cinqüenta e dois;
Pasur: mil duzentos e quarenta e sete;
Harim: mil e dezessete.
Esta é a lista dos grupos de famílias de levitas que voltaram do cativeiro: Levitas descendentes de Jesua e Cadmiel, que eram descendentes de Hodavias: setenta e quatro.
Músicos descendentes de Asafe: cento e vinte e oito.
Porteiros descendentes de Salum, de Ater, de Talmom, de Acube, de Hatita e de Sobai: ao todo, cento e trinta e nove.
Esta é a lista dos grupos de famílias de servidores do Templo que voltaram do cativeiro, sendo indicado o nome do chefe de cada grupo: Zia, Hasufa, Tabaote, Queros, Sia, Padom, Lebana, Hagaba, Acube, Hagabe, Salmai, Hanã, Gidel, Gaar, Reaías, Rezim, Necoda, Gazã, Uzá, Paséia, Besai, Asnate, Meunim, Nefisim, Baquebuque, Hacufa, Harur, Baslute, Meída, Harsa, Barcôs, Sísera, Temá, Nesias e Hatifa.
Esta é a lista dos grupos de famílias de servidores de Salomão que voltaram do cativeiro, sendo indicado o nome do chefe de cada grupo: Sotai, Soferete, Peruda, Jaala, Darcom, Gidel, Sefatias, Hatil, Poquerete-Hazebaim e Ami.
O total dos trabalhadores do Templo e dos descendentes dos servidores de Salomão era de trezentos e noventa e dois.
Havia seiscentos e cinqüenta e dois que eram dos grupos de famílias de Delaías, Tobias e Necoda que voltaram das cidades de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer. Mas eles não puderam provar que eram israelitas por raça ou por parentesco.
Os grupos de famílias dos sacerdotes Habaías, Coz e Barzilai não puderam encontrar registros que provassem de quem eram descendentes. (O antepassado do grupo de famílias de Barzilai tinha casado com uma das filhas de Barzilai, o gileadita, e ficou com o nome do seu sogro.) Eles não foram aceitos como sacerdotes porque não puderam provar quem eram os seus antepassados. O governador mandou que não comessem dos alimentos sagrados até que aparecesse um sacerdote que pudesse decidir a questão, usando o Urim e o Tumim.
Total dos israelitas que voltaram: quarenta e dois mil trezentos e sessenta; Os seus escravos e escravas: sete mil trezentos e trinta e sete. Cantores e cantoras: duzentos. Cavalos: setecentos e trinta e seis; Mulas: duzentas e quarenta e cinco; Camelos: quatrocentos e trinta e cinco; Jumentos: seis mil setecentos e vinte.
Quando chegaram ao Templo do Senhor, em Jerusalém, alguns chefes dos grupos de famílias entregaram ofertas para tornar a construir o Templo de Deus no mesmo lugar. Deram para o fundo de construção, de acordo com o que podiam, quinhentos e catorze quilos de ouro, dois mil e oitocentos quilos de prata e cem mantos sacerdotais.
Os sacerdotes, os levitas e algumas pessoas do povo ficaram morando em Jerusalém ou ali perto. Os músicos, os serventes e os porteiros do Templo e os outros israelitas ficaram nas cidades onde os seus antepassados tinham vivido. (ESDRAS 2)

O ALTAR E OS SACRIFÍCIOS

Quando chegou o sétimo mês e os israelitas já estavam morando nas suas cidades, todo o povo se reuniu em Jerusalém. Então o sacerdote Josué, filho de Jozadaque, e os seus companheiros, os outros sacerdotes, e também Zorobabel, filho de Salatiel, e os seus parentes construíram o altar do Deus de Israel, para oferecer sobre ele os sacrifícios que manda a Lei de Moisés, homem de Deus. Mesmo tendo medo da gente daquela região, eles construíram de novo o altar no lugar em que ele estava antes. Então começaram a oferecer sacrifícios sobre ele todas as manhãs e todas as tardes. Além disso, comemoraram a Festa das Barracas de acordo com a Lei de Moisés, oferecendo cada dia os sacrifícios ordenados para aquele dia. Trouxeram também os sacrifícios que deviam ser completamente queimados diariamente e os que deviam ser apresentados na Festa da Lua Nova e nas outras festas sagradas. E ofereceram também aquilo que traziam por vontade própria. O povo começou a oferecer sacrifícios ao Senhor desde o dia primeiro do sétimo mês, antes mesmo que o Templo do Senhor começasse a ser construído de novo.
(ESDRAS 3 v. 1-6)

COMEÇA A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO

O povo deu dinheiro para pagar os pedreiros e carpinteiros; e deu comida, bebida e azeite para serem mandados às cidades de Tiro e Sidom. Essas coisas foram trocadas por madeira de cedro, que foi trazida por mar do Líbano até o porto de Jope. Tudo isso foi feito com a permissão de Ciro, rei da Pérsia.
E assim, no ano seguinte ao da sua volta, no segundo mês, os israelitas começaram a construir de novo o Templo de Deus, que fica em Jerusalém. Zorobabel, filho de Salatiel, e Josué, filho de Jozadaque, junto com os seus parentes, os sacerdotes e os levitas e todos os israelitas que haviam voltado para Jerusalém, pegaram firme no trabalho. Todos os levitas maiores de vinte anos foram encarregados de dirigir as obras. Josué e os seus filhos e irmãos formaram um grupo junto com Cadmiel e os seus filhos, que eram descendentes de Hodavias. Esse grupo dirigia os que trabalhavam na construção e era ajudado pelos levitas do grupo de famílias de Henadade.  Quando os construtores colocaram os alicerces do Templo, os sacerdotes ficaram de pé, vestidos com roupas especiais para aquela ocasião e com trombetas nas mãos. Os levitas descendentes de Asafe carregavam pratos musicais para louvar a Deus, o Senhor, de acordo com o que Davi, rei de Israel, havia mandado. Uns cantavam louvores e agradeciam ao Senhor, e os outros respondiam. Eles diziam:

“O Senhor é bom,
e o Seu amor pelo povo de Israel
dura para sempre!”

E todo o povo gritava bem alto e louvava o Senhor porque a construção do seu novo Templo já havia começado. Muitos sacerdotes, levitas e chefes de famílias eram velhos e tinham visto o primeiro Templo. Eles choravam alto ao verem que os alicerces do novo Templo haviam sido colocados. Mas os outros que estavam ali gritavam de alegria. E assim ninguém podia saber se o povo gritava de alegria ou se chorava, pois gritavam tão alto, que de longe se ouvia o barulho.
(ESDRAS 3 v. 7-13)

OS INIMIGOS FAZEM PARAR AS OBRAS

Os inimigos das tribos de Judá e Benjamim souberam que os que haviam voltado da Babilônia estavam construindo de novo o Templo do Senhor, o Deus de Israel. Então foram falar com Zorobabel e com os chefes das famílias. Disseram o seguinte:
- Queremos construir o Templo junto com vocês. Nós adoramos o mesmo Deus que vocês e temos oferecido sacrifícios a ele desde o tempo de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos mandou morar aqui.
Porém Zorobabel, Josué e os outros chefes das famílias israelitas responderam:
- Não precisamos que vocês nos ajudem a construir um templo para o Senhor, nosso Deus. Nós vamos fazer isso sozinhos, como Ciro, rei da Pérsia, mandou.
Então a gente daquela região fez tudo para desanimar os israelitas e para pôr medo neles a fim de parar a construção.
5  Além disso, deram dinheiro a certos funcionários do governo para que estes atrapalhassem os planos dos israelitas. E os inimigos fizeram isso durante todo o tempo em que Ciro foi rei da Pérsia, até o reinado de Dario, rei da Pérsia.(ESDRAS 4 v. 1-5)

UMA CARTA PARA O REI

No começo do reinado de Xerxes, os inimigos escreveram uma acusação contra os moradores de Judá e de Jerusalém.
Bislã, Mitredate, Tabeel e os seus companheiros escreveram uma carta a Artaxerxes, rei da Pérsia. A carta foi escrita em aramaico e traduzida para a língua persa. Reum, que era o governador, e Sinsai, o escrivão, também escreveram uma carta ao rei Artaxerxes contra os moradores de Jerusalém. A carta dizia:
“Esta carta é enviada por Reum, o governador, e Sinsai, o escrivão, junto com os seus companheiros, os juízes e todos os outros funcionários, que são naturais de Ereque, da Babilônia e de Susã, na terra de Elão, e junto com os outros povos que o grande e poderoso Assurbanipal tirou dos seus países e levou para morar na cidade de Samaria e no resto da província do Eufrates-Oeste.”
A carta continuava assim: “Ao rei Artaxerxes, os seus servidores da província do Eufrates-Oeste escrevem o que segue:
“Ó rei, levamos ao seu conhecimento que os judeus que o senhor mandou para cá chegaram a Jerusalém e estão construindo de novo essa cidade rebelde e má. Já começaram a levantar as muralhas e logo vão acabar esse trabalho. É bom que o rei também saiba que, se essa cidade for reconstruída, e se as suas muralhas forem levantadas de novo, essa gente não vai querer pagar nenhum imposto nem taxas, e por causa disso o rei terá muito prejuízo. Como nós somos seus servidores, não queremos que o senhor fique prejudicado. Por isso, sugerimos que o senhor mande fazer uma investigação nos arquivos dos seus antepassados. Se fizer isso, descobrirá que Jerusalém é uma cidade rebelde e que, desde os tempos antigos, ela tem dado trabalho aos reis e aos governadores das províncias. Em outros tempos, tem havido revoltas nela, e por isso ela foi destruída. Portanto, ó rei, nós estamos certos de que, se essa cidade for construída de novo, e se as suas muralhas forem consertadas, o senhor não poderá mais controlar a província do Eufrates-Oeste.” (ESDRAS 4 v. 6-16)

A RESPOSTA DO REI

Então o rei Artaxerxes mandou a seguinte resposta:
“A Reum, o governador, a Sinsai, o escrivão, e aos seus companheiros que vivem em Samaria e no resto da província do Eufrates-Oeste: Saudações.
“A carta que vocês mandaram foi traduzida para a língua persa e lida para mim. Então mandei que fizessem uma investigação, e descobriu-se que, desde os tempos antigos, Jerusalém tem se revoltado contra a autoridade do rei e que ela sempre esteve cheia de rebeldes e de criadores de casos. Reis poderosos reinaram ali e governaram toda a província do Eufrates-Oeste, e o povo lhes pagava impostos e taxas. Portanto, dêem ordens para que parem as obras. Essa cidade não será construída de novo enquanto eu não mandar. Cumpram essa ordem com todo o cuidado para evitar que eu tenha mais prejuízos.”
A carta do rei Artaxerxes foi lida para Reum, para Sinsai e para os seus companheiros. Então todos eles foram imediatamente a Jerusalém e, ameaçando os israelitas com armas, os obrigaram a parar as obras. (ESDRAS 4 v. 17-23)

A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO

O trabalho da construção do Templo havia sido interrompido e tinha continuado parado até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.
O profeta Ageu e o profeta Zacarias, filho de Ido, começaram a dar aos israelitas que estavam em Judá e em Jerusalém mensagens que haviam recebido do Deus de Israel. Zorobabel, filho de Salatiel, e Josué, filho de Jozadaque, ouviram as mensagens. Então começaram a reconstruir o Templo de Jerusalém, e os dois profetas os ajudavam. Quase ao mesmo tempo, Tatenai, o governador da província do Eufrates-Oeste, e Setar-Bozenai e os seus companheiros foram a Jerusalém e perguntaram:
- Quem deu ordem para vocês reconstruírem este Templo e consertarem estas muralhas?
Eles também perguntaram os nomes dos homens que estavam ajudando a reconstruir o Templo. Mas Deus estava protegendo os líderes israelitas, e por isso os oficiais persas resolveram não fazer nada enquanto não escrevessem sobre aquele assunto ao rei Dario e recebessem uma resposta. O relatório que Tatenai e Setar-Bozenai e os seus companheiros mandaram ao rei foi este:
“Ao rei Dario: Que o senhor governe em paz! Levamos ao seu conhecimento que fomos à região de Judá e vimos que o Templo do Grande Deus está sendo construído com enormes blocos de pedra e que as vigas de madeira estão sendo colocadas nas paredes. O trabalho está sendo feito com muito cuidado, e a obra está indo depressa.
“Então nós perguntamos aos líderes do povo quem lhes tinha dado ordem para reconstruir o Templo e as muralhas. Também perguntamos os seus nomes, para que pudéssemos informar ao senhor sobre quem são os chefes do trabalho. Eles responderam: ‘Nós somos servos do Deus do céu e da terra e estamos reconstruindo o Templo que um grande rei de Israel construiu e terminou há muito tempo. Porém os nossos antepassados fizeram o Deus do céu ficar irado, e por isso Ele deixou que fôssemos conquistados por Nabucodonosor, rei da Babilônia, que era natural da Caldéia. O Templo foi destruído, e o povo foi levado para a Babilônia. Mas, no primeiro ano do reinado de Ciro como rei da Babilônia, ele mandou que o Templo fosse reconstruído. Também devolveu as vasilhas de ouro e de prata que o rei Nabucodonosor havia tirado do Templo de Jerusalém e colocado no templo de Babilônia. O rei Ciro devolveu essas vasilhas a um homem chamado Sesbazar, que ele havia nomeado governador de Judá. O rei mandou que Sesbazar as levasse de volta para o Templo de Jerusalém. Mandou também que reconstruísse o Templo no mesmo lugar do primeiro. Então Sesbazar veio e colocou os alicerces do Templo. A construção continuou desde aquela época até agora, mas ainda não terminou.’
“Portanto, se isso lhe agradar, ó rei, mande agora dar uma busca nos arquivos reais da Babilônia, para saber se o rei Ciro deu ou não ordem para que este Templo fosse reconstruído em Jerusalém. Depois nos informe o que o senhor quer que se faça a respeito desse assunto.” (ESDRAS 4 v. 24 / 5)

A ORDEM DE CIRO É ENCONTRADA

Então o rei Dario mandou que dessem uma busca nos arquivos reais da Babilônia, onde eram guardados os documentos. E na cidade de Ecbatana, na província da Média, foi encontrado o documento. Nele estava escrito o seguinte:
“No primeiro ano do seu reinado, o rei Ciro deu ordem para que o Templo de Jerusalém fosse reconstruído, a fim de ser o lugar onde o povo apresentasse sacrifícios e ofertas a serem completamente queimadas. O Templo deverá medir vinte e sete metros de altura, por vinte e sete metros de largura. As paredes deverão ser feitas com uma carreira de madeira em cima de cada três carreiras de pedra. Todas as despesas serão pagas pelo governo.
“Além disso, todos os objetos de prata e de ouro que o rei Nabucodonosor tirou do Templo de Jerusalém e trouxe para a Babilônia serão devolvidos, cada um para o seu próprio lugar no Templo de Jerusalém.” (ESDRAS 6 v. 1-5)

A ORDEM DE DARIO

 Então o rei Dario mandou a seguinte resposta: “São estas as ordens do rei Dario para Tatenai, governador da província do Eufrates-Oeste, para Setar-Bozenai e para os seus companheiros oficiais da província do Eufrates-Oeste:
“Afastem-se do Templo e não proíbam a sua construção. Deixem que o governador de Judá e os líderes israelitas reconstruam o Templo de Deus no lugar onde ficava o que foi destruído. Por meio desta carta, ordeno que vocês os ajudem na construção. As despesas serão pagas imediatamente para que a obra não pare. O dinheiro para isso será tirado do tesouro real, isto é, dos impostos recebidos na província do Eufrates-Oeste.Dêem aos sacerdotes de Jerusalém todos os dias, sem falta, tudo o que eles disserem que precisam: bois novos, carneiros e carneirinhos para serem completamente queimados como ofertas ao Deus do céu; e dêem também trigo, sal, vinho e azeite. Isso será feito para que assim eles ofereçam sacrifícios que agradem ao Deus do céu e orem pedindo as suas bênçãos para mim e para os meus filhos.  Se alguma pessoa desobedecer a esta ordem, ordeno também que vocês atravessem o seu corpo com uma viga pontuda, tirada da sua casa. Depois finquem a viga no chão. Além disso, derrubem a sua casa e a façam virar um montão de entulho.  Que Deus, que escolheu Jerusalém como o lugar onde deve ser adorado, acabe com qualquer rei ou nação que desobedecer a esta ordem e tentar destruir o Templo de Jerusalém! Eu, Dario, dei esta ordem. Que ela seja obedecida em tudo.” (ESDRAS 6 v. 6-12)

O TEMPLO É TERMINADO E INAUGURADO

Então o governador Tatenai, Setar-Bozenai e os seus companheiros fizeram exatamente o que o rei tinha ordenado. Os líderes israelitas progrediram na construção do Templo, animados pelas mensagens do profeta Ageu e do profeta Zacarias, filho de Ido. Eles terminaram o Templo, conforme as ordens do Deus de Israel e de Ciro, Dario e Artaxerxes, reis da Pérsia.  Acabaram a construção do Templo no dia três do mês de adar, no sexto ano do reinado de Dario. Então o povo de Israel, isto é, os sacerdotes, os levitas e todos os outros que haviam voltado da Babilônia, fizeram a inauguração do Templo, dedicando-o com alegria à adoração a Deus. Para essa dedicação, eles ofereceram cem touros, duzentos carneiros e quatrocentos carneirinhos como sacrifício e doze bodes como oferta para tirar pecados, um bode para cada uma das tribos de Israel. Também fizeram a escala dos sacerdotes e dos levitas para os serviços do Templo de Jerusalém, de acordo com as instruções escritas no Livro de Moisés. (ESDRAS 6 v.13-18)

A PÁSCOA

O povo que havia voltado do cativeiro na Babilônia comemorou a Festa da Páscoa no dia catorze do primeiro mês. Todos os sacerdotes e levitas tinham se purificado e estavam puros. Eles mataram os animais para os sacrifícios da Páscoa, em favor de todas as pessoas que haviam voltado, em favor dos seus colegas sacerdotes e também em favor de si mesmos. Todos os israelitas que haviam voltado da Babilônia comeram da carne dos sacrifícios. E todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o Senhor, o Deus de Israel, também comeram. Durante sete dias, eles comemoraram alegremente a Festa dos Pães sem Fermento. Estavam muito contentes porque o Senhor havia feito o rei da Assíria ficar a favor deles, ajudando-os no trabalho da reconstrução do Templo. (ESDRAS 6 v. 19-22)

ESDRAS CHEGA A JERUSALÉM

Alguns anos depois, quando Artaxerxes era rei da Pérsia, um homem chamado Esdras foi da Babilônia para Jerusalém. Ele era descendente de Arão, o Grande Sacerdote. Esdras era filho de Seraías, neto de Azarias, e bisneto de Hilquias; e os seus outros antepassados eram Salum, Zadoque, Aitube,  Amariá, Azarias, Meraiote, Zeraías, Uzi, Buqui, Abisua, Finéias e Eleazar, que era filho de Arão, o Grande Sacerdote. Esdras era mestre da Lei e conhecia muito bem a Lei de Moisés, dada pelo Senhor, o Deus de Israel. Ele foi falar com o rei Artaxerxes, e este lhe deu tudo o que pediu porque o Senhor abençoava Esdras. Assim Esdras foi da Babilônia para Jerusalém com um grupo de israelitas, entre os quais havia sacerdotes, levitas e músicos, guardas e servidores do Templo. Isso foi no sétimo ano do reinado de Artaxerxes. Eles saíram da Babilônia no dia primeiro do primeiro mês e, com a ajuda de Deus, chegaram a Jerusalém no dia primeiro do quinto mês. Esdras havia dedicado a sua vida a estudar, e a praticar a Lei do Senhor, e a ensinar todos os Seus mandamentos ao povo de Israel. (ESDRAS 7 v. 1-10)

A CARTA DE ARTAXERXES

Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes entregou ao sacerdote Esdras, o mestre da Lei, que conhecia bem todas as leis e mandamentos que o Senhor tinha dado a Israel:
“Esta carta de Artaxerxes, o rei dos reis, é para o sacerdote Esdras, o mestre da Lei do Deus do céu: Saudações. Ordeno que, de todo o meu reino, podem ir com você para Jerusalém todos os israelitas que quiserem, isto é, gente do povo, sacerdotes e levitas. Eu, o rei, junto com os meus sete conselheiros, mando que você vá a Jerusalém e a Judá para ver se a Lei do seu Deus, que lhe foi entregue, está sendo bem obedecida. Leve as ofertas de ouro e de prata que eu e os meus conselheiros queremos dar ao Deus de Israel, que tem o seu Templo em Jerusalém. Leve também toda a prata e ouro que recolheu na província da Babilônia e as ofertas que o povo israelita e os seus sacerdotes deram para o Templo do seu Deus em Jerusalém.
“Use esse dinheiro com cuidado, comprando com ele touros, carneiros, ovelhas, cereais e vinho, para oferecer no altar do Templo de Jerusalém. Com o ouro e a prata que sobrarem, compre qualquer coisa que você e os seus companheiros quiserem, de acordo com a vontade do seu Deus. Os objetos que lhe foram dados para serem usados nos serviços do Templo, você os entregará a Deus em Jerusalém. E qualquer outra coisa que precisar para o Templo será paga pela tesouraria do rei.
“Eu, o rei Artaxerxes, ordeno a todos os tesoureiros da província do Eufrates-Oeste que entreguem imediatamente ao sacerdote Esdras, o mestre da Lei do Deus do céu, tudo o que ele pedir, até no máximo três mil e quatrocentos quilos de prata, doze mil e quinhentos quilos de trigo, dois mil litros de vinho, dois mil litros de azeite e sal à vontade. Deverão ser cumpridas com todo o cuidado as ordens que o Deus do céu der a respeito do Seu Templo, para que assim eu tenha a certeza de que Ele nunca ficará irado comigo nem com os meus descendentes que forem reis depois de mim. Vocês estão proibidos de cobrar qualquer imposto dos sacerdotes, dos levitas, dos músicos, dos guardas e servidores do Templo ou de qualquer outra pessoa ligada a esse Templo.
“E você, Esdras, usando a sabedoria que o seu Deus lhe deu, nomeie administradores e juízes para governarem todo o povo da província do Eufrates-Oeste, isto é, todos os que conhecem as leis do seu Deus; e ensine essa leis aos que não as conhecem. Quem desobedecer às leis do seu Deus ou às leis do reino será castigado imediatamente: será morto, ou expulso do país, ou preso, ou as suas propriedades serão tomadas.” (ESDRAS 7 v. 11-26)

ESDRAS LOUVA A DEUS

Esdras disse:
- Louvado seja o Senhor, o Deus dos nossos antepassados, que pôs no coração do rei o desejo de honrar dessa maneira o Templo do Senhor, em Jerusalém! Pois, sabendo que o Senhor estava comigo, criei coragem e conquistei a boa vontade do rei, dos seus conselheiros e de todos os seus oficiais poderosos. Assim o Senhor, meu Deus, me animou, e eu consegui convencer muitos chefes dos grupos de famílias de Israel a voltarem comigo para a nossa terra. (ESDRAS 7 v. 27-28)

OS QUE VOLTARAM DA BABILÔNIA

Esta é a lista dos chefes de grupos de famílias que estavam na Babilônia e que voltaram com Esdras para Jerusalém quando Artaxerxes era rei:
Gérson, da família de Finéias; Daniel, da família de Itamar; Hatus, filho de Secanias, da família de Davi;
Zacarias, da família de Parós, com cento e cinqüenta homens do seu grupo de famílias (havia registro das suas famílias);
Elioenai, filho de Zeraías, da família de Paate-Moabe, com duzentos homens;
Secanias, filho de Jaziel, da família de Zatu, com trezentos homens;
Ebede, filho de Jônatas, da família de Adim, com cinqüenta homens;
Jesaías, filho de Atalias, da família de Elão, com setenta homens;
Zebadias, filho de Micael, da família de Sefatias, com oitenta homens;
Obadias, filho de Jeiel, da família de Joabe, com duzentos e dezoito homens;
Selomite, filho de Josifias, da família de Bani, com cento e sessenta homens;
Zacarias, filho de Bebai, da família de Bebai, com vinte e oito homens;
Joanã, filho de Hacatã, da família de Azgade, com cento e dez homens;
Elifelete, Jeiel e Semaías, da família de Adonicã, com sessenta homens. Eles foram os últimos a chegar;
Utai e Zabude, da família de Bigvai, com setenta homens. (ESDRAS 8 v. 1-14)

ESDRAS MANDA BUSCAR LEVITAS

Eu, Esdras, reuni toda essa gente perto do rio que corre para a cidade de Aava, e ficamos acampados ali três dias. Quando examinei o povo com mais cuidado, vi que no meio deles havia sacerdotes, porém não havia nenhum levita. Aí mandei chamar nove líderes: Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulã. E chamei também dois professores: Joiaribe e Elnatã. Eu mandei que eles fossem procurar Ido, o chefe do lugar chamado Casifia, e dissessem a ele e aos seus colegas servidores do Templo que nos mandassem gente para servir a Deus no Templo. E, porque Deus estava nos abençoando, eles nos mandaram um homem muito capaz, chamado Serebias, levita da família de Mali. Dezoito dos seus filhos e irmãos vieram com ele. Eles também mandaram Hasabias e Jesaías, da família de Merari, com vinte dos seus filhos e irmãos. Vieram também duzentos e vinte servidores do Templo, os quais eram descendentes daqueles que o rei Davi e os seus oficiais haviam escolhido para ajudar os levitas. E fizeram uma lista com os nomes de todos eles. (ESDRAS 8 v. 15-20)

O POVO JEJUA E ORA

Então, ali perto do rio Aava, dei ordem para que houvesse um dia de jejum. Todos nós deveríamos nos ajoelhar diante do nosso Deus e lhe pedir que nos dirigisse na nossa viagem e nos protegesse, os nossos filhos e tudo o que era nosso. Eu tinha dito ao rei que o nosso Deus protege todos os que confiam Nele, porém que a Sua força e a Sua ira vão contra aqueles que o abandonam. Por isso, fiquei com vergonha de pedir ao rei uma tropa de soldados da cavalaria para nos defender dos nossos inimigos durante a viagem. Assim nós jejuamos e oramos, pedindo a Deus que nos protegesse, e Ele atendeu as nossas orações.
(ESDRAS 8 v. 21-23)

A ENTREGA DAS OFERTAS

Dos chefes dos sacerdotes, eu escolhi Serebias, Hasabias e outros dez. Então pesei a prata, o ouro e os objetos que o rei, os seus conselheiros e funcionários e o povo de Israel haviam dado para serem usados no Templo. E entreguei tudo a esses sacerdotes. O que eu entreguei foi o seguinte: vinte e dois mil quilos de prata; cem objetos de prata, pesando setenta quilos; três mil e quinhentos quilos de ouro; vinte taças de ouro, pesando oito quilos e meio; dois objetos de fino bronze, preciosos como ouro.
Então eu lhes disse:
- Vocês estão separados para servir o Senhor, o Deus dos seus antepassados. E também estão separados para o Senhor todos estes objetos de prata e de ouro trazidos a ele como ofertas feitas por vontade própria. Tomem bem conta deles até que vocês cheguem ao Templo. Ali, nas salas do Templo do Senhor, vocês pesarão e entregarão tudo aos chefes dos sacerdotes e dos levitas e aos líderes do povo de Israel em Jerusalém.
30  Então os sacerdotes e os levitas receberam a prata, o ouro e os objetos a fim de os levar para o Templo de Jerusalém. (ESDRAS 8 v. 24-30)

A VOLTA PARA JERUSALÉM

No dia doze do primeiro mês, nós saímos do rio Aava a fim de ir para Jerusalém. O nosso Deus esteve conosco durante a viagem e nos protegeu dos ataques dos inimigos e dos bandidos.  Quando chegamos a Jerusalém, descansamos três dias. E então, no quarto dia, fomos ao Templo e pesamos a prata, o ouro e os objetos. E os entregamos ao sacerdote Meremote, filho de Urias. Com ele estavam Eleazar, filho de Finéias, e dois levitas: Jozabade, filho de Jesua, e Noadias, filho de Binui. A prata, o ouro e os objetos foram contados e pesados, e o peso foi anotado.
Depois todos os que voltaram da Babilônia entregaram animais para serem completamente queimados como sacrifícios ao Deus de Israel. Eles ofereceram doze touros em favor do povo de Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete carneirinhos e, para purificar o povo dos pecados, doze bodes. Todos esses animais foram completamente queimados como sacrifícios a Deus, o Senhor.
Depois entregaram a ordem do rei às autoridades do reino e aos governadores da província do Eufrates-Oeste, e estes ajudaram o povo e o culto no Templo de Deus. (ESDRAS 8 v. 31-36)

A ORAÇÃO E CONFIÇÃO DE ESDRAS

Depois que tudo isso foi feito, alguns líderes do povo de Israel vieram falar comigo. Eles me contaram que o povo, os sacerdotes e os levitas não tinham ficado separados das pessoas e dos costumes pagãos e nojentos dos cananeus, dos heteus, dos perizeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus. Homens israelitas haviam casado com mulheres estrangeiras, e assim o povo escolhido por Deus tinha se misturado com gente de outros povos. E os chefes e líderes do povo haviam sido os primeiros a cometer esse pecado. Quando ouvi isso, rasguei as minhas roupas em sinal de tristeza, arranquei os meus cabelos e a barba e me sentei, muito desgostoso. Fiquei ali sentado, cheio de desgosto, até a hora do sacrifício da tarde. E o povo começou a se juntar em volta de mim. Eram os que estavam com medo por causa do que o Deus de Israel tinha dito a respeito dos pecados dos que tinham voltado da Babilônia.
Quando chegou a hora do sacrifício da tarde, eu saí daquele abatimento e me ajoelhei para orar, usando ainda as roupas rasgadas. Então levantei as mãos para o Senhor, meu Deus, e disse:
- Ó Deus, estou muito envergonhado e não tenho coragem de levantar a cabeça na Tua presença. Estamos afundados nos nossos pecados, que sobem até o céu. Desde o tempo dos nossos antepassados até hoje, nós, o Teu povo, temos pecado muito. Por causa dos nossos pecados, nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes temos caído nas mãos de reis estrangeiros. Temos sido mortos, roubados, levados embora como prisioneiros e até hoje temos sido desprezados.  Mas agora, ó Senhor, nosso Deus, Tu foste bondoso por algum tempo e deixaste que alguns de nós escapássemos e vivêssemos seguros neste lugar santo. Tu nos deixaste escapar da escravidão e nos deste uma vida nova. Éramos escravos, porém não nos deixaste na escravidão. Tu fizeste os reis da Pérsia terem boa vontade para conosco, e eles deixaram que reconstruíssemos o Teu Templo, que estava arrasado, e que achássemos segurança aqui em Judá e em Jerusalém.
- Mas agora, ó Deus, o que podemos dizer depois que tudo isso aconteceu? Nós desobedecemos a todos os mandamentos que deste por meio dos Teus servos, os profetas. Eles nos avisaram que a terra em que íamos entrar e que ia ser nossa era impura porque a gente que morava nela a havia enchido de ponta a ponta com as suas ações más e impuras. Eles disseram que nunca deveríamos casar com essa gente. Disseram também que nunca deveríamos ajudá-los a ter paz e prosperidade, se quiséssemos comer os bons alimentos produzidos pela terra e passá-la aos nossos descendentes para sempre. Mas, depois de tudo o que aconteceu como castigo pelas nossas maldades e pelas nossas grandes culpas, nós sabemos que Tu, ó Deus, nos castigaste menos do que merecíamos e nos deixaste com vida. Como então poderíamos desobedecer novamente aos Teus mandamentos e casar com essas pessoas que fazem coisas tão nojentas? Se fizéssemos isso, Tu ficarias tão irado conosco, que nos destruirias completamente e não deixarias que ninguém escapasse. Ó Senhor, Deus de Israel, Tu és justo, mas nos deixaste escapar com vida, como se pode ver hoje. Nós te confessamos que somos culpados. Não temos o direito de ficar na Tua presença. (ESDRAS 9)

AS ESPOSAS ESTRANGEIRAS SÃO EXPULSAS

Enquanto Esdras estava ajoelhado em frente do Templo, orando, chorando e confessando esses pecados, um grande grupo de israelitas - homens, mulheres e crianças - se reuniu em volta dele. E eles também choravam amargamente. Então Secanias, filho de Jeiel, da família de Elão, disse a Esdras:
- Nós pecamos contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras de nações pagãs. Porém mesmo assim ainda há esperança para o povo de Israel. Agora prometamos solenemente ao nosso Deus que mandaremos embora essas mulheres e os seus filhos. Isso faremos seguindo o seu conselho e o dos outros que respeitam os mandamentos do nosso Deus. Assim estaremos fazendo o que a Lei de Deus manda. Levante-se, pois é o senhor quem deve fazer isso. Nós o apoiaremos. Portanto, anime-se e mãos à obra!
Então Esdras se levantou e fez com que os chefes dos sacerdotes, os chefes dos levitas e todo o resto do povo jurassem que fariam o que Secanias tinha dito. E eles juraram. Aí Esdras saiu da frente do Templo e foi para o quarto de Joanã, filho de Eliasibe. Ele passou a noite ali, sem comer nem beber, porque estava muito triste por causa da infidelidade dos que haviam voltado da Babilônia.
Depois mandaram anunciar em Jerusalém e em Judá que todos os que haviam voltado do cativeiro na Babilônia deviam reunir-se em Jerusalém. Avisaram também que, por ordem dos governadores e líderes do povo, qualquer pessoa que não chegasse no prazo de três dias perderia as suas propriedades e também o direito de fazer parte do povo de Israel. E assim, dentro de três dias, no dia vinte do nono mês, todos os homens que moravam na região de Judá e de Benjamim chegaram a Jerusalém e se reuniram no pátio do Templo. Estava caindo uma chuva forte e, por causa do tempo e da importância daquele assunto, todos tremiam. Então o sacerdote Esdras se levantou e disse:
- Vocês foram infiéis e aumentaram a culpa do povo de Israel por terem casado com mulheres estrangeiras. Portanto, confessem agora os seus pecados ao Senhor, o Deus dos seus antepassados, e façam o que lhe agrada. Afastem-se dos estrangeiros que vivem na nossa terra e mandem embora as mulheres estrangeiras com quem vocês casaram.
E todo o povo respondeu em voz alta:
- Sim! Faremos tudo o que o senhor mandar! Porém somos muitos, e a chuva está forte. Não podemos continuar aqui fora. O que o senhor está mandando não é coisa que se possa fazer em um ou dois dias, pois os que são culpados desse pecado são muitos. Deixe que os nossos chefes fiquem em Jerusalém e se encarreguem do caso. Então cada homem que vive nas nossas cidades e que casou com uma mulher estrangeira virá num dia marcado, acompanhado dos líderes e juízes da sua cidade. Desta maneira a ira de Deus por causa dessa situação se desviará de nós.
Ninguém foi contra o plano, a não ser Jônatas, filho de Asael, e Jazéias, filho de Ticva. E Mesulã e Sabetai, o levita, os apoiaram.
Os que haviam voltado da Babilônia aceitaram o plano. Então o sacerdote Esdras escolheu alguns homens entre os chefes dos grupos de famílias e anotou os nomes deles. Estes começaram a investigação no dia primeiro do décimo mês. E, nos três meses seguintes, eles examinaram todos os casos de homens que haviam casado com mulheres estrangeiras. (ESDRAS 10 v.1-17)

LISTA DOS QUE TINHAM MULHERES ESTRANGEIRAS

Esta é a lista dos que casaram com mulheres estrangeiras:
Sacerdotes, por grupos de famílias: Maaséias, Eliézer, Jaribe e Gedalias, da família de Josué, e os seus irmãos, filhos de Jozadaque. Eles prometeram se divorciar das suas mulheres e ofereceram um carneiro como sacrifício pelos seus pecados.
Da família de Imer: Hanani e Zebadias.
Da família de Harim: Maaséias, Elias, Semaías, Jeiel e Uzias.
Da família de Pasur: Elioenai, Maaséias, Ismael, Netanel, Jozabade e Elasa.
Levitas: Jozabade, Simei, Quelaías (também chamado de Quelita), Petaías, Judá e Eliézer.
Músico: Eliasibe. Guardas do Templo: Salum, Telém e Uri.
Outros: Da família de Parós: Ramias, Jezias, Malquias, Miamim, Eleazar, Malquias e Benaías.
Da família de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jerimote e Elias.
Da família de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jerimote, Zabade e Aziza.
Da família de Bebai: Jeoanã, Hananias, Zabai e Atlai.
Da família de Bani: Mesulã, Maluque, Adaías, Jasube, Seal e Jerimote.
Da família de Paate-Moabe: Adna, Quelal, Benaías, Maaséias, Matanias, Bezalel, Binui e Manassés.
Da família de Harim: Eliézer, Josias, Malquias, Semaías, Simeão, Benjamim, Maluque e Semarias.
Da família de Hasum: Matenai, Matata, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei.
Da família de Bani: Maadai, Anrão, Uel, Benaías, Bedias, Queluí, Vanias, Meremote, Eliasibe, Matanias, Matenai e Jaasau.
Da família de Bani: Maadai, Anrão, Uel, Benaías, Bedias, Queluí, Vanias, Meremote, Eliasibe, Matanias, Matenai e Jaasau.
Da família de Bani: Maadai, Anrão, Uel, Benaías, Bedias, Queluí, Vanias, Meremote, Eliasibe, Matanias, Matenai e Jaasau.
Da família de Binui: Simei, Selemias, Natã, Adaías, Macnadebai, Sasai, Sarai, Azarel, Selemias, Semarias, Salum, Amariá e José.
Da família de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel e Benaías.
Todos estes tinham mulheres estrangeiras. Eles se divorciaram delas e as mandaram embora com os seus filhos.
(ESDRAS 10 v. 18-44)

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